Sites de Freelancers - 5 dicas para fechar mais jobs

Sites de Freelancers – 5 dicas para fechar mais jobs
11 de outubro de 2017 Willian Baldan

Sites de freelas pode ser um começo pra você que busca viver sem um contrato CLT dizendo quando e como você deve trabalhar e quanto vai receber por isso. Ser um Freela é poder ser o senhor de sua vida, ser o herói de sua própria história, mas principalmente, ser freela é ser um empresário, cujo único salário que precisa pagar, é o seu.

Parece bonito, mas quando a gente começa a receber algumas propostas de 5 reais a hora, bate um desespero, desânimo, dúvidas, ansiedade e uma mistura de sentimentos que acabam nos impedindo de agir.

Nesse artigo eu quero trazer alguns pontos relevantes para melhorar seu valor percebido e qualidade de propostas recebidas em sites de freelas. Mas aqui vai um alerta, fuja de sites em que você trabalha de graça ou participa de leilões para cada job que pinta.

Clientes devem ser conquistados, não disputados.

 

Foto do perfil

Use uma foto ‘profissa’, simpática, que mostre o melhor de você. Quando sua foto não ajuda profissionalmente, não coloque nada, mas em hipótese alguma use uma foto da internet ou uma foto que possa desqualificar você. No vídeo eu dou uns exemplos 🙂

Texto Sobre

Nunca use:

  • Meu nome é Willian e trabalho com Design Gráfico…
  • Oi eu sou fulano, meu preço é…
  • Tenho 7 anos de experiência em Programação web.

Descreva o seu ponto mais forte, como: Experiência com grande empresa, o motivo pelo qual você faz o que faz, algum case seu, algo bem humorado ou simplesmente um início diferente. Você é mais que suas tags, seu custo hora e seus anos de experiência.

Exemplos:

O produtor audiovisual.

Costumo dizer que não edito vídeos, produzo histórias que conectam, emocionam e se perpetuam. Pode parecer poético, mas se der uma conferida em meu site, vai se certificar do que estou dizendo willianbaldan.com.br/videos.

 

Ah o designer

TA CURTINDO? DÁ PRA FICAR MELHOR

Temos alguns artigos e vídeos gravados exclusivamente para os Criativos Vip's. Só custa o seu e-mail.
Apaixonado por simplificar coisas complexas através do bom Design, aquele que não está na moda e não envelhecerá. Acredito que o bom “projeto” é um dos fatores mais determinantes no sucesso de qualquer negócio.

 

O Web Designer

Acredito que site bom é aquele que transforma visitantes em compradores, e só conheço o caminho dos 4 ps para isso: Produto > Publico > Projeto > Performance. Escrevi um artigo sobre isso no meu site willianbaldan.com.br/4ps. Trabalho à base de pesquisa, projeto e testes, meus clientes preferem um custo fixo com um site a contratar vendedores em regime CLT.

 

O redator mosca branca

Escrevo bem, sei contar boas histórias mas principalmente, sei escrever pra vender. Meu código de conduta no trabalho parte do ponto em que o bom redator não segue o briefing à risca, mas transforma a ideia em uma solução mais eficiente, que atrai, retém e convence.

 

O desenvolvedor de apps

Nos últimos 5 anos me especializei em desenvolvimento de softwares, hoje o meu desafio é aprimorar o desenvolvimento de apps híbridos para Android e IOS. Aqui alguns projetos que fiz willianbaldan.com.br/apps

 

OBS: Sei que alguns vão ler e achar brega, mas lembre-se, a maior parte dos CEOS ou responsáveis por esse tipo de trabalho tem mais de 25 anos, logo, prefira falar a língua deles que ser chacota dos seus coleguinhas millenials.

OBS 2: Não copie e cole esse texto, mas adapte à sua realidade. Entenda que a pegada precisa ser mais madura e ousada. Claro que esse é o meu ponto de vista, e não uma regra.

Habilidades complementares:

Tenha habilidades semelhantes e agregadoras ao seu ponto forte, como: SEO e copywrite para redatores, 3d para designer, design para web developers, etc.

Como citei nos exemplos, um bom redator não é o cara que simplesmente escreve bem, mas que sabe contar histórias e principalmente, é um bom vendedor.

Marketing para um designer é um baita diferencial, só o fato de conversar com seu cliente sobre o objetivo final da campanha, ter culhão pra discutir como um layout mais atrativo vai atrair mais atenção, aumentar o ROI em X %, é uma dádiva para poucos hoje. Tem sido cada vez mais comum, e acredito que em breve o designer que não souber planejar seu layout pensando na conversão, estará um tanto quanto atrasado e desvalorizado.

Não se limite às ferramentas que você já domina, um desafio novo traz sempre uma curva de aprendizado acentuada, isso é bom para o nosso crescimento profissional. Porém, nesse caso não dá pra aceitar um prazo apertado.

Responda rápido

Quando não tiver disponibilidade, separe uma resposta pronta, mas amigável para dar como feedback ao cliente. Dizer que não tem disponibilidade pode indicar falta de interesse e atendimento ruim. Você nunca sabe esse não é um potencial futuro cliente.

Se não sabe elaborar a proposta, não se limite em dizer que não sabe como fazer, pesquise, tente, pergunte ao cliente.

Algumas pessoas respondem assim: “Gostei do projeto, me chama no whatsapp”.

Se o cara te selecionou, facilite a vida dele, chama ele no whatsapp você, peça o telefone, chame para uma call via skype, tem N possibilidades, mas é você quem deve agir e mostrar interesse, não seja desesperado, respeite o tempo de resposta, mas não demore pra retornar o contato, nem dê respostas vazias.

Saia do quadrado

Nem todo mundo quer contratar quantidade de palavras e posts, querem que o seu trabalho funcione, e só isso.

Faça você uma proposta, não encha o cliente de perguntas sobre como tem que ser o seu trabalho, pergunte você sobre o NEGÓCIO DELE, e elabore uma proposta que equilibre sua habilidade à necessidade da empresa. Não exija muito do cliente, é você quem deve se empenhar para facilitar as coisas.

Evite ter um modelo de proposta igual para todos, você nunca sabe quando vai aparecer o cliente dos sonhos, o contrato que você sonha. Provavelmente virá diferente do que você espera.

Freelas pequenos só se preocupam em saber quantas horas terão que trabalhar, infelizmente esse papo não interessa muito aos bons clientes.

Essa postura faz com que bons profissionais percam bons contratos. Acabam fechando com aqueles que estão em busca de gente que cobra a hora. O cliente que se preocupa com o seu custo hora, geralmente faz parte do grupo que não valoriza seu trabalho, enxergam como um mau necessário e querem pagar o mínimo possível.

Você quer atender clientes que são bons pagadores, mas esses não contratam profissionais sem um posicionamento claro e relevante.

O perfil de cliente que fecha contigo tem muito mais a ver com seu posicionamento, que com a economia, mercado e concorrência.

Exemplo:

Eu quero um redator para produzir e revisar conteúdos, transcrever vídeos, mas principalmente, fazer um trabalho bom nas redes sociais e gerar mais buzz para o Freela Criativo. Quero um contrato fixo, com uma grade mínima e uma bonificação por atingir determinado engajamento.

Assim eu foco nas aulas, vídeos e outras coisas. Mas todos que me responderam só queriam saber a quantidade de posts e de palavras que eu precisava. Não estavam abertos a outra coisa.

Nesse modelo de negócio, o próprio contratado vai entender o que é mais interessante de se fazer, focar em pegar outros clientes ou em produzir mais conteúdo, para atingir a segunda, terceira, quarta meta e ganhar mais com um único cliente.

Acredito que essa seja uma baita oportunidade para muitos freelas, estou prestes a fechar esse job com um aluno meu. Coincidentemente ou não, a conversa com ele foi diferente, a proposta foi adequada com o pedido que fiz e estamos perto de fechar esse negócio.

Conclusão:

As plataformas não farão por você aquilo que você tem que fazer.

Analise abordagens diferentes, preços diferentes, e tenha uma certeza:

Se você fizer igual todo mundo…

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