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5 erros que assassinam a carreira de um freela

Se você é freela, já tentou ou sonha em ser, precisa ficar atento para não cometer esses erros. caso contrário, certamente estará fadado a vender o almoço para comprar a janta. Sem contar que raramente terá uma renda boa e tempo pra descansar, curtir, ver uma série, jogar um game, enfim. São equívocos muito comuns, que poucos se atentam, mas quase todos cometem.

São eles:

  1. Não saber vender
  2. Achar que o cliente está contratando você
  3. Ser um nerd publicitário e não um empreendedor
  4. Achar que é autônomo e viver como tal
  5. Não ser especialista em determinado assunto

Cometer apenas um desses erros não será tão grave, mas se cometer 2 ou mais, é bom ficar esperto, porque isso vai te atrapalhar muito. Não adianta chorar depois, culpar terceiros ou dizer que o mercado está prostituído.

Sei que terão inocentes pensando o seguinte:

“E se eu quiser ser um freela relax, trabalhar 4 dias por semana, usar minha grana para viagens, acordar a hora que o olho abre, não me preocupar com grana ou vendas e fazer um pouco de cada coisa? Não quero uma vidinha muito regrada, ou então arrumava um emprego.”

A minha primeira resposta é: você quer ter uma vida abundante ou ser vagal? A primeira coisa que você precisa saber, antes de decidir com o que vai trabalhar, é se vai dar duro pra ter uma vida muito boa ou se vai fazer corpo mole na fé de que tudo dará certo.

Acredito que ter estilo de vida e abundância é trabalhar com o que ama, em um ambiente confortável e sabendo que está fazendo algo muito bom para os seus clientes.

Mas por que diabos eu preciso saber vender? Não sou vendedor, se quisesse aprender a vender eu não me tornaria designer. Eu entendo você e entendo inclusive que há um bloqueio sobre vendas, que é algo só pra quem tem dom, precisa seguir uma série de regras, etc. Mas, no fim das contas, não é nada disso. Vender é tão simples quanto comprar: você só precisa saber se encontrou a coisa certa para o momento certo e se pode pagar por ela. Vou falar mais sobre isso um pouco para frente.

Vamos então se aprofundar um pouco nos 5 erros.

1 – Não saber vender

Se você não sabe o mínimo sobre vendas, nunca entenderá porque o seu cliente achou seu serviço caro ou porque ele não fechou negócio. Dirá ok quando ouvir um “vou pensar com calma e te ligo” ou até mesmo dependerá de contratos mensais com agências de publicidade que irão sugar todo seu tempo e energia. Talvez até arrume um parceiro pra vender para você a troco de uma comissão de 30%…

Sabe o cara que vende as características do produto em vez de vender os benefícios que ele proporciona? É igual ao web designer que vende a maneira como programa, ou o designer que diz usar os melhores softwares, ter a melhor máquina, fazer o logo em vetor, e coisas do tipo.

Esses argumentos assassinam sua venda, porque falando assim você mostra ao cliente que não entende nada do que ele gostaria que entendesse para ter certeza de que vai executar um bom trabalho.

[pullquote]Em resumo, todo cliente quer contratar serviços que o ajudem a vender de alguma forma. Um site para gerar mais pedidos de orçamento, um logo que inspire confiança das pessoas em sua empresa, um cardápio que facilite o cliente a entender o que é cada prato e aumente o desejo de consumo, entre outros. Tudo o que você faz, no final das contas, está ligado a vendas. Se você não entende nada sobre isso, vai sempre se apegar a regras de design e UX, sem nunca apresentar algo que gere mais resultados para seu cliente. Estará limitado apenas a fazer mais bonito.[/pullquote]

Enquanto você não souber vender, estará perdendo dinheiro, clientes e progresso. Isso é indiscutível.

Tem um vídeo abaixo do post no qual eu dou algumas dicas sobre isso. Não se trata de ser um vendedor, mas de não ser tão noob no assunto.

2 – Achar que o cliente está contratando você e não o resultado final que você pode entregar

Um grande erro de profissionais dessa área é acreditar que ninguém pode substituí-los ou que precisam fazer todos os jobs que fecham. Isso cria um teto muito baixo sobre sua carreira, porque dificilmente você conseguirá faturar mais de R$ 8 mil por mês sem delegar alguns serviços.

Entenda que a sua experiência e a sua visão sobre o que produz é o que importa. Se você pega um cardápio para criar, você pode facilmente desenvolver um rápido briefing, enviar para o parceiro e esperar que ele te retorne com o resultado. Você só precisará dar um feedback se está na direção certa ou não, até que o projeto fique do jeito que você faria, com sua personalidade. O cliente não precisa saber que você não operou, porque isso não importa: a direção foi sua, ficou como você faria. Ele precisa gostar e sentir que suas expectativas foram supridas.

Por essa razão, eu recomendo que todo freela já comece a pensar em sua agência, crie uma marca, um site e se posicione como um homem de negócios. Assim você pode dizer que sua equipe trabalha remotamente (porque deve ser verdade) e aumentar o respeito do cliente sobre você como profissional. Ele não está mais lidando com um freelancer, e sim com um empresário que entende do que ele precisa.

Quando você não acredita que pode encontrar parceiros bons, realmente não encontrará, uma vez que a nossa mente se esforça para achar argumentos que comprovem que estávamos certos. Você tem que procurar com certeza de que irá achar, porque irá mesmo. Tem muita gente boa aí.

3 – Ser um nerd publicitário e não um empreendedor | Posicionamento

A questão que impede você de fechar trabalhos com maior valor agregado se chama posicionamento. As pessoas querem se sentir confiantes de que estão contratando o parceiro certo, mas se você não se preocupar com isso e agir como aquele publicitário que projetou enquanto estava na faculdade, com certeza vai dançar. Não seja mais o cara todo descolado, de bermuda e chinelo, cabelo bagunçado e óculos gigante, acreditando que o título “Publicitário” faria as pessoas confiarem em você e te respeitarem como profissional.

As faculdades de publicidade e design gráfico pregam um estilo de vida e profissional bem diferente da realidade. Se você estudou pensando em trabalhar de bermuda e chinelo, sem arrumar o cabelo e com toda aquela pinta de criativo, você até pode, mas só algumas agências vão te aceitar como funcionário. Agora, viver como um freelancer, não vai rolar.

Pare com essas ‘nerdices’ na frente dos seus clientes. Sua camisa de “Os Incríveis” não é vista com bons olhos pelo cara que está tentando te conhecer e confiar o suficiente em você, a ponto de delegar a responsabilidade de criar soluções para o negócio dele.

É sério, uma coisa é o que a faculdade fala, outra é a realidade. Você deve ter saído de lá achando que estava pronto, mas com uma semana de emprego na área percebeu que não estava tão pronto assim, ou até mesmo que não estava nada pronto. Teoria é teoria amigo. Só a prática forma um profissional fantástico.

Ninguém sai da facul ganhando prêmio no primeiro trampo que realiza, pode apostar que não.

4 – Achar que é autônomo e viver como tal

Autônomo é um adjetivo muito pequeno para quem trabalha por conta própria. As pessoas imaginam autônomos como a tiazinha que costura, o mano que vende cachorro quente, não é mesmo?

Quando vai fazer um cartão de crédito em seu nome e diz que é autônomo, tá ligado que o cara olha para você com dó, né? Agora, experimenta dizer que é empresário para você ver. Na prática não deveria mudar nada, mas o autônomo é visto muitas vezes como o mano que não arruma emprego e tenta sobreviver trabalhando por conta própria fazendo tudo sozinho.

O problema é que ser autônomo dá uma ideia de trabalhar por conta própria com o objetivo de ter o suficiente para se manter e sobreviver. Nunca para montar sua empresa, seu negócio ou ter uma vida abundante.

Quando você busca ter o suficiente para sobreviver, isso é o máximo que você terá. Tudo se baseia no seu objetivo e naquilo que você almeja.

Se quer ser um freela rico, você sabe que precisa ser foda e estudar pra isso, buscando se tornar quem precisa para ter o que deseja. Mas caso queira apenas se manter, se contenta em ter conhecimento suficiente para ter trabalho todos os meses e faturar R$ 2 mil por mês. Isso te deixa estagnado.

A minha missão aqui é inspirar você a explorar o seu potencial máximo. Então tudo o que tem poder de te estagnar, eu vou combater 😉

Não aja como um autônomo, pense e aja como um empresário: visando crescimento de carteira de clientes, faturamento e satisfação. Para isso é necessário estudar mais, buscar conhecimento e consistência, ser produtivo e ter um bom network (rede de pessoas que conhece no âmbito dos negócios).

5 – Não ser especialista em nada

Eu cresci com a ideia de que tinha que aprender tudo, como que para que fosse procurado e aceito eu devesse ter o conhecimento mais amplo possível.

Quando me perguntavam o que eu fazia, dizia que uma série de coisas. Design, web, vídeos, impressos, SEO, filmagem de casamentos, fotografia, edição e tratamento de imagens, e por aí vai.

Lembro que nessa época meu pai dizia:

“Quem faz tudo, não faz nada”
“Quem sabe tudo, não sabe nada”

Eu contestava isso e dizia que não, que iam preferir me contratar porque eu tinha múltiplas habilidades e, mesmo que eu não fosse excelente em nenhuma delas, poderia resolver muita coisa sozinho.

Isso até funciona em determinado momento, você pode ser um ajudante geral, por exemplo.

Mas nunca será um diretor de nada e nunca criará coisas incríveis. Será sempre razoável e precisará de alguém pra melhorar o que você fez.

Quando reconheceram que Steve Jobs era fundamental na Apple e o recontrataram, a primeira coisa que ele disse foi:

“Vamos parar com a ideia de ampliar o leque de produtos, temos que nos concentrar no que somos bons.”

em seguida completou:

“Nós não somos a Dell, não queremos ser como ela, eles é que precisam se espelhar em nós.”

Se você parar e analisar os melhores, eles são focados em uma única coisa. O melhor designer não estuda marketing, ele se especializa em design; o melhor ilustrador não fica querendo criar no Cinema 4D, se concentra em extrair todo o potencial do illustrator e da sua habilidade de criar com os recursos que tem disponível.

Por outro lado…

Não é bom que você se feche tanto. É fundamental conhecer outras áreas, desde que nunca deixe de se aprimorar naquilo em que é bom. Aprenda sobre vendas, marketing e pessoas, assim entenderá melhor como o seu trabalho pode ajudar seus clientes.

No meu caso, eu era um especialista em design de conversão e, para isso, me aprofundei em estudar marketing e marketing digital. Desta forma, sabia como projetar uma página de vendas que convertesse, criar uma identidade visual que comunicasse com o público do cliente, etc. O mercado do marketing digital é ótimo para se atender, existem vários produtores que faturam muito, com um investimento baixo e estrutura bastante enxuta – tipo R$ 100 mil por mês sozinho ou com mais uma pessoa.

Conclusão:

Tudo nessa vida é relativo, não quer dizer que você terá sucesso ao desenvolver suas habilidades com base no que leu aqui. Mas, com certeza, significa que sua probabilidade de dar certo aumentará absurdamente.

É sempre bom aprender com quem tem resultados, por isso cerque-se de pessoas que são referências para você. Otimize suas timelines, seja relevante para as pessoas, não fique vagando pela web enquanto poderia estar fazendo algo útil. Não perca tempo com o que não te agrega em nada.

Se você está há algum tempo tentando viver como freela e ainda não conseguiu bons resultados, analise o que tem feito até aqui. Não adianta fazer o marketing de esperança. O marketing pessoal é fundamental, o foco e a clareza do seu objetivo também.

Comente aqui abaixo sobre o que achou deste post. Sua opinião é fundamental pra que possamos nos tornar mais criativos.

Quer se aprofundar no assunto já? Se inscreve na Jornada Freelancer 🙂

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