Minha família não apoia a decisão de carreira que eu tomei, como lidar com isso?

Minha família não apoia a decisão de carreira que eu tomei, como lidar com isso?
18 de outubro de 2016 Willian Baldan

Vamos supor que você não tenha o apoio de sua família pra trabalhar com o que gosta e que não tem suporte pra fazer a tão sonhada faculdade de Design e os cursos que precisa na sua área de atuação.

Daí você se pergunta: “Devo desistir? Devo ouvir o conselho de minha família? ”

Como lidar com isso?

Seus familiares te dão conselhos que eles acreditam ser o melhor pra você. Se seus pais não pensassem que isso vai te dar um futuro melhor, não te iam te aconselhar a trabalhar com algo diferente do que é o seu desejo.

Obviamente, sua família quer seu bem e ela vai dar conselhos baseados na própria experiência.

Se seus pais querem você atue como médico, advogado, metalúrgico ou qualquer outra profissão, é porque no tempo deles isso era promissor. E, de repente, é nos dias de hoje.

E quando você é questionado desse jeito, precisa se lembrar que está trampando em um mercado que não existia na época de seus familiares mais velhos.

Pra sua mãe, este mercado (design, programação, vídeo, conteúdo…) é intangível

Ela tem dificuldades em acreditar que você vai conseguir se sustentar com isso.

Então meu conselho é bem simples: ouça o que eles têm a dizer. Não entre em conflito. Não confronte. Ouça, Argumente, Respeite. Mas não faça o que eles te dizem pra fazer.

Cara, o teu futuro, ele está aí dentro de você.

O que vai fazer teu trabalho dar certo é o tanto de informação que você tem e a sua capacidade de usar essa tua paixão a teu favor.

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Eu vejo que muita gente ama design e quer viver disso. Eu vejo que tem muita gente que ama web e anseia viver nessa pegada, trabalhando por conta própria, mas precisa ir contra a família para que haja chances de realização.

De repente você é uma dessas pessoas: Seu pai pagaria pra você uma faculdade de direito, mas não uma de ciências da computação, ou um curso de javascript. “A não ser que o filho de algum amigo dele tenha se dado muito bem com isso”.

Ele não pagaria que pensa que isso vai dar errado. E seu pai não quer ajudar você a dar errado. Ele quer te ajudar a fazer o certo.

Então entenda, ouça e busque por si mesmo

Busque você mesmo por conta própria fazer os cursos que você tem que fazer.

Cara, tem muito conhecimento online. Hoje não tem desculpa! É só você pesquisar e estudar. Quer aprender o mundo web? Entra lá no iConectado. Tem muita informação lá, varios cursos pra tu criar uma boa base, sem ter que gastar nenhum centavo.

Daí é só tu usar esse conhecimento para começar a vender os teus primeiros serviços – até seguindo as dicas que a gente dá aqui também. Assim que a grana começar a cair na conta, seus pais vão começar a mudar a percepção sobre o teu mercado.

Vai ser o momento em que você vai apresentar os jobs que te rendeu R$ 1000,00 em uma semana a e eles, e verá o sorriso de orgulho e alívio brotando no rosto deles. Isso muda a percepção de mercado das pessoas, elas passam a se interessar e querer investir no ramo.

Mas para que tudo aconteça você precisa antes mostrar resultados. É como seus clientes, precisam ver seus cases para botarem fé em você.

Então esta é a dica:

Ouça, mas não faça o que eles te pedem pra fazer, desde que você saiba muito bem onde está se metendo

Estude o mercado, se questione: “é isso mesmo que eu quero? Eu preciso ter essa experiência?”

Falando de mim, quando comecei, eu achava que seria programador e quando dei meus primeiros passos na programação, saindo alí das aulas de algoritmos, percebi que longe era aquilo que eu gostaria de me empenhar. Em paralelo, eu vivia assistindo aulas de corel draw na web e chamava a atenção dos colegas de classe com os trabalhos que apresentava.

Até o momento em que pensei: “uau, é isso que eu quero!

Antes disso eu trampei com vídeos e falei: “cara, quero editar vídeo”. O universo do audiovisual é incrível, quero me dedicar a isso. Até descobrir o 3dWorld e VFX Produções.

Era 2011 e eu estava decidido a aprender e me especializar em 3D, até ter um contato mais profundo com webdesign e questionar novamente o que eu queria fazer da vida.

No final, eu me interessei por web e design, SEO e vi que tudo estava ligado a marketing e até que eu perceber que esse era o meu negócio, dei muitas voltas.

Sempre tinha alguém pra perguntar: “e aí, você não quer arrumar emprego no banco? Você não acha melhor fazer uma faculdade? Se não faz, vai ficar pra traz”.

Mas eu pensava exatamente o contrário: “se eu fizer o que todo mundo faz, vou ser igual a todo mundo.”

Então se questione. Tenha o pé no chão e muita garra que você vai chegar lá.

E quando tiver os primeiros resultados, mostre pra sua família. Você vai ganhar o apoio deles e eles vão ficar em paz: Vão entender que aquilo que você está fazendo pode dar certo.

Só depende de você.

Então fica firme, freela. E se tiver alguma dúvida, aproveita pra colocar nos comentários! E não deixa de compartilhar.

  • Jean da Silva

    Infelizmente essa é realmente a realidade de muitas famílias que não apoiam freelas e muitas outras profissões que foge do padram profissão que eles pensão ou muitas vezes querem para nós.
    Em fim , muitas das vezes eles só querem nosso bem, e achando que trabalhar em um emprego convencional ou em uma “empresa” trará estabilidade para nós, mais estabilidade não existe e devemos focar em nossos próprios resultados independente da profissão que escolhemos e amamos. Parabéns pelo riquíssimo conteúdo Willian. Abraço

    • Maravilha Jean, obrigado por interagir cara. Você tocou no ponto certo, escolher fazer o que amamos, isso tem um poder inimaginável.

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